Coronavírus e a Escola.

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Um estado de emergência que acometeu a humanidade em todas as suas instâncias!

Um rompimento de paradigmas em todas as instituições sociais!

Uma reconfiguração global!

As escolas estão afetadas nessas três frentes conceituais:

  • Emergência: nossas relações físicas e presenciais foram abruptamente interrompidas e o afastamento se instalou da noite para o dia. O que estava construído, para acontecer com a proximidade das pessoas, ficou no luto da distância e a normalidade se perdeu, sem mesmo ser reconhecida de uma maneira.

Hoje não sabemos mais o que realmente é normal e a escola, com todo seu potencial acadêmico não buscou a normalidade, colocou luz na possibilidade; aliou-se à tecnologia para dar prosseguimento a sua missão e construiu um espaço remoto que garantiu sua sobrevivência e acima de tudo, a educação/formação/informação de sua comunidade.

 

  • Rompimento de paradigmas: professores se tornando “youtubers”, pais se formando em professores, telas de computadores se transformando em sala de aula e finalmente os lares sendo organizados como espaço de escola.

E a escola?

A escola está inserida em todas as reformulações de espaços e papéis!

A escola de hoje, na modalidade remota, está presente em todo esse universo reconstruído.

A escola se expandiu! Está, a cada dia, se avolumando e conquistando a confiança das famílias que investiram na autonomia de seus filhos, oferecendo possibilidades e rompendo paradigmas educacionais; essas são as famílias parceiras da escola, que hoje ajudam a conduzir um processo de responsabilidades e funções, que jamais imaginaram.

 

  • Reconfiguração global: Uma redefinição do vocábulo “normal”. Um extraordinário conceito que passa diariamente pela reconstrução; um estado de perplexidade que, redesenhado pela sociedade atual, precisará de nossas memórias para ser contado; vai precisar de nossas emoções e sentimentos para ser compreendido, vai precisar dos nosso “fazeres diferentes” para ser respeitado.

A escola, como mais uma refém dessa mudança, se saiu muito bem quando entendeu que nem sempre apenas “o que é certo” é possível executar, a pandemia ensinou que nesse caos “o que dá certo” é possível de se fazer!

Todos aguardamos a Ciência para encontrar a solução ou pelo menos para apontar o melhor caminho a seguir; todos somos filhos de Deus e da extraordinária Natureza a quem devemos respeito e gratidão; a melhor lição é que nos transforma e essa experiência tem como principal objetivo nos tornarmos melhores, praticando o bem, respeitando a natureza e distribuindo generosidade.

 

Mariza Cavinato